sexta-feira, 22 de maio de 2015

COLELITÍASE X ALIMENTAÇÃO

O que é a Colelitíase?

É a presença de pedras na interior da vesícula biliar. A vesícula é um pequeno órgão em forma de saco, localizado próximo ao fígado. Ela armazena a bile, um líquido amarelo esverdeado espesso produzido pelo fígado. Após a alimentação, a vesícula se contrai liberando bile ao intestino, esta entra em contato com o alimento, continuando a digestão iniciada pelo estômago. A função básica da bile é digerir as gorduras e ajudar na absorção de importantes nutrientes como as vitaminas A, D, E K. A Colelitíase é frequente na população de 20 a 60 anos, principalmente em mulheres.

Como são formadas as pedras na vesícula?

A bile é excretada pelo fígado e segue pelos ductos biliares para chegar ao intestino. Ela é composta por água, colesterol, sais biliares, bilirrubinato e lecitina. Em equilíbrio, estas substâncias mantêm a bile em estado líquido. Quando o colesterol, os sais biliares ou os bilirrubinatos são produzidos em excesso pelo fígado, há precipitação formando pequenos grânulos. Estes grânulos iniciam a formação dos cálculos biliares. A formação destes cálculos está mais relacionada a fatores metabólicos, hereditários e orgânicos do que à ingestão alimentar então a alimentação não interfere muito neste processo.

Todas as pedras são iguais?

Não, podem ser encontradas na vesícula pedras de colesterol ou de sais biliares; uma ou várias pedras; pedras pequenas, como grãos de areia ou grandes. Cerca de 90% das pedras são formadas de colesterol. O restante é composto de sais biliares (bilirrubinato). Os cálculos pigmentados, pretos ou marrons, são formados por bilirrubinato de cálcio principalmente.

O que causa a formação destes cálculos?

A causa ainda não é bem conhecida. Algumas pessoas que têm problemas sanguíneos relacionados à destruição de hemácias têm maior chance de ter pedras na vesícula, pois a vesícula usa os glóbulos vermelhos destruídos para a produção excessiva de bile. Pode haver aumento da secreção de colesterol pelo fígado ou a vesícula ter alguma dificuldade de esvaziamento.

Quais são os fatores de risco?

> Mulheres em idade fértil, principalmente por volta dos 40 anos;
> Mulheres que tiveram múltiplas gestações;
> Obesidade;
> Emagrecimento acentuado: aumenta a perda de colesterol na bile;
> Uso de contraceptivos orais;
> Gravidez;
> Sedentarismo;
> Idade avançada;
> Úlceras duodenais: provocam certa estase da vesícula facilitando a formação de cálculos;
> Pacientes submetidos a cirurgias gástricas para tratamento de câncer, úlcera ou vagotomias;
> Anemia hemolítica crônica;
> Uso de dieta parenteral.

A maioria não apresenta sintomas, as para aqueles que apresentam geralmente observa-se:

> Intolerância quando ingerem alimentos gordurosos como frituras, gema de ovo, empadas, carnes gordurosas, etc;
> Mal estar e dor de cabeça;
> Nos quadros mais agudos, há uma dor abdominal intensa, constante, no lado direito do abdome abaixo da costela, próximo ao estômago ou nas costas. A dor é forte, súbita e localizada e o abdome fica endurecido. Dura de 30 minutos a 5 horas;
> Náuseas, vômitos acompanham com frequência a dor abdominal;

Quando além da dor do lado direito do abdome há febre, calafrios e icterícia (amarelão) pode ser uma inflamação aguda da vesícula. Nesses casos, a urina pode ficar escura (na cor marrom) e as fezes claras.

Alimentos que você deve restringir:

- Leite, iogurte ou coalhada integrais;
- Queijos gordurosos;
- Chocolate e seus subprodutos; doces, bolos ou tortas doces que contenham creme de leite, coco, chocolate, chantili, sorvetes cremosos;
- Biscoitos amanteigados, massa folhada, torta de massa como empada, empadão, quiches;
- Banha animal, bacon, toucinho, torresmo;
- Carnes gordas, pele de aves, peixes gordurosos (sardinha, cavala, salmão, pacu, pintado), frios 
(mortadela, copa, salame, salaminho, presunto) e embutidos (linguiças e salsichas) gordos;
 - Alimentos fritos, milanesa ou empanados imersos no óleo;
- Manteiga, maionese comum, margarinas duras;
- Frutas oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas, avelãs, macadâmia, amendoim);
- Frutas com alto teor de gordura como a polpa do coco e o abacate.

Alimentos que você deve preferir:

- Leite, iogurte ou coalhada desnatados;
- Queijos magros: minas, minas light, ricota, cottage, as linhas light;
- Bolachas/biscoitos (doces, salgados ou integrais), massas e tortas com menores teores de gordura, sorvetes de frutas no palito exceto os que contenham leite e gelatina;
- Óleos vegetais que podem ser de soja, milho, girassol ou canola e o azeite de oliva para o tempero da salada. Todos os óleos poderão ser usados sempre com moderação;
- Carnes magras, aves sem pele, peixes (pescada, cação, merluza). É importante retirar as gorduras visíveis antes do preparo, para que não ocorra o derretimento da gordura animal que penetrará na fibra muscular das carnes em geral ou irá para o molho das mesmas;
- Frios e embutidos mais magros à base de aves, sem excessos;
- Sanduiches com verdura, legume, carne ou frango ou peixe magros;
- Alimentos cozidos, ensopados, assados, grelhados ou refogados com pouco óleo vegetal;
- Frutas frescas ou secas, água de coco ou sucos naturais;
- Verduras e legumes de todos os tipos;
- Pães em geral, exceto os mais gordurosos como croissant, roscas de linguiça ou toucinho;
- Cereais (arroz, milho, trigo, aveia, centeio), tubérculos (batata, mandioca, cará, inhame, mandioquinha);
- Macarrão, bolonhesa com carne moída magra, molho branco com leite desnatado ou com brócolis, sempre preparado com pouco óleo vegetal;
- Leguminosas (feijão, ervilha, grão de bico, lentilha ou soja) temperados com temperos naturais.

Elaborado por: 
Isabella Alves Lemes 
Nutricionista / Pós Graduada em Esp. em Terapia Nutricional

CRN 29484

terça-feira, 21 de abril de 2015

Hérnia de Disco X Alimentação


Como acontece?
A coluna vertebral é composta por vértebras, em cujo interior existe um canal por onde passa a medula espinhal ou nervosa. Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, estão os discos intervertebrais, estruturas em forma de anel, constituídas por tecido cartilaginoso e elástico cuja função é evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer o impacto. Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo e o uso repetitivo, o que facilita a formação de hérnias de disco, ou seja, parte deles sai da posição normal e comprime as raízes nervosas que emergem da coluna. O problema é mais frequente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga.

Principais causas:
            Predisposição genética é a causa de maior importância para a formação de hérnias discais, seguida do envelhecimento, da pouca atividade física e do tabagismo. Carregar ou levantar muito peso também pode comprometer a integridade do sistema muscular que dá sustentação à coluna vertebral e favorecer o aparecimento de hérnias discais.

Principais sintomas:
A hérnia de disco pode ser assintomática ou, então, provocar dor de intensidade leve, moderada ou tão forte que chega a ser incapacitante. Os sintomas são diversos e estão associados à área em que foi comprimida a raiz nervosa. Os mais comuns são:

- Parestesia (formigamento) com ou sem dor;
- Dor na coluna;
- Dor na coluna e na perna (e/ou coxa);
- Dor apenas na perna ou na coxa;
- Dor na coluna e no braço;
- Dor apenas no braço.

Prevalência:
            A hérnia de disco acomete mais as pessoas entre 30 e 50 anos, o que não quer dizer que crianças, jovens e idosos estejam livres dela. Estudos radiológicos mostram que depois dos 50 anos, 30% da população mundial apresentam alguma forma assintomática desse tipo de afecção na coluna.

Diagnóstico:
            O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como RX, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada.

ORIENTAÇÕES GERAIS:

- Praticar Atividade física regularmente com orientação de um profissional especializado (realizando exercícios de alongamento, exercícios para fortalecer a musculatura abdominal e paravertebral);

- Manter a postura corporal correta;

- É indicadas sessões de fisioterapia e acupuntura;

- Uso de analgésicos e anti-inflamatórios conforme orientação médica;

- Compressas com água quente ou gelo geralmente reduzem a dor e a inflamação causada pelo deslocamento de hérnia;

- Alguns médicos recomendam o uso de órteses para as costas para ajudar a apoiar a coluna;

- Repouso pode parecer bom, pois a ausência de movimentos evita a sensação de dor, mas não se engane: repouso pode levar a problemas nas articulações e à fraqueza muscular - que podem ser difíceis de tratar. Descanse bastante, mas procure sempre levantar e dar uma volta, inclusive no trabalho e em casa.

Em geral, em apenas um mês, 90% dos portadores dessas hérnias estão aptos para reassumir suas atividades rotineiras.

É realmente necessária a realização da cirurgia?

Hérnias de disco na coluna cervical podem surgir diretamente nessa região ou serem provocadas por alteração na curvatura e posicionamento da coluna vertebral durante a crise da hérnia lombar. A escolha do tratamento, se cirúrgico ou não cirúrgico, considera a gravidade dos sintomas e o déficit motor. A cirurgia só é indicada quando o paciente não responde ao tratamento conservador e nos casos de compressão do nervo exercida por parte do disco que extravasou, pois corrigido esse defeito mecânico a dor desaparece completamente.

ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS

- Evitar bebidas alcoólicas e cigarro;

- Comer diariamente verduras e legumes tanto no almoço como no jantar;

- Mantenha seu peso sempre próximo ao ideal, evitando sempre seu excesso;

- Evitar: frituras, doces, chocolate, queijos amarelos, embutidos e gordura hidrogenada;

- Ingerir de 3 a 4 porções de frutas por dia com variedade (evitando as cítricas: laranja, maracujá, abacaxi, entre outras);

- Praticar atividades prazerosas, para diminuir o stress.

Elaborado por:
Isabella Alves Lemes
Nutricionista / Pós Graduada em Esp. em Terapia Nutricional
CRN 29484


segunda-feira, 23 de março de 2015

HÉRNIA DE HIATO X ALIMENTAÇÃO



Como acontece?

Hérnia de hiato é o deslocamento do estômago através do orifício pelo qual o esôfago atravessa o diafragma para penetrar na cavidade abdominal. Existe um músculo (músculo do esfíncter esofágico inferior) que se abre para permitir a passagem dos alimentos para o estômago e, então, se fecha para impedir que os ácidos estomacais subam para o esôfago. Qualquer alteração nesse mecanismo pode provocar o refluxo gastroesofágico e, conseqüentemente, azia, o sintoma mais comum da hérnia de hiato.

Incidência

A hérnia de hiato ocorre especialmente em pessoas mais velhas (acima de 50 anos), obesas e em mulheres multíparas.

Quais são os principais sintomas?

Embora muitos casos sejam assintomáticos, os principais sintomas da hérnia de hiato são:

-Azia,

- Eructações (arrotos);

- Fadiga;

- Dor no peito;

 -Refluxo dos ácidos estomacais que podem alcançar a garganta e provocar tosse ou sensação de vômito.

É bom ressaltar que azia crônica pode causar úlceras e esofagite, uma inflamação na parede do esôfago.

Como funciona o tratamento?

A cirurgia, que pode ser feita por laparoscopia, só é indicada para casos mais graves, uma vez que a hérnia de hiato costuma responder bem ao tratamento clínico. O médico pode prescrever antiácidos que ajudam a controlar os sintomas.


O que acontece se eu não tratar?

- Aspiração pulmonar;

- Sangramento lento;

- Anemia devido à deficiência de ferro (causado, geralmente, por uma hérnia grande);

- Estrangulamento (obstrução) da hérnia.

ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS:

- Evitar alimentos gordurosos, muito condimentados e frituras;

- Procurar não beber álcool nem bebidas gaseificadas;

- Não fumar;

- Não beber líquidos durante as refeições;

- Fazer refeições menores, mais leves e mais próximas umas das outras;

- Não ingerir grandes quantidades de alimentos perto da hora de dormir;

- Não se deitar ou se curvar imediatamente após uma refeição;

- Mantenha seu peso sempre próximo ao ideal, evitando sempre seu excesso;

- Evitar: frituras, doces, chocolate, queijos amarelos, embutidos e gordura hidrogenada;

- Ingerir de 3 a 4 porções de frutas por dia com variedade (evitando as cítricas: laranja, maracujá, abacaxi, entre outras);


RECOMENDAÇÕES GERAIS:

- Não usar roupas nem acessórios apertados;

- Usar travesseiros mais altos ou colocar pequenos calços na cabeceira da cama;

- Praticar atividades prazerosas, para diminuir o stress.

- Converse com seu médico sobre exercícios físicos, geralmente musculação pesada não é indicada.

A hérnia de hiato pode provocar dor semelhante à dor da angina e ser confundida com os sintomas dos ataques cardíacos. Procure assistência médica para um diagnóstico preciso. Não vale a pena correr riscos!

Elaborado por: 
Isabella Alves Lemes 
Nutricionista / Especialista em Terapia Nutricional 
CRN 29484

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Tipos de Vitamina A

    

 A vitamina A pode ser encontrada de duas formas: vegetal e animal; sua principal fonte, melhor absorvida pelo corpo é a de origem animal, encontrada principalmente em peixes, fígado, carnes, gema de ovo, leite e derivados integrais.
     Outra fonte alternativa é a vegetal (carotenóides), encontrado em frutas e vegetais de cor amarelo-alaranjada, como nectarina, pêssego, maracujá, manga, laranja, mexerica, pimentão amarelo, cenoura, abóbora, milho, grão de bico, cominho e, em menores quantidades, em vegetais verdes folhosos.
     A principal diferença entre elas é o tamanho da molécula. A molécula dos denominados carotenóides é muito grande, exigindo maior esforço do organismo para quebra e absorção, o que dificulta sua ação no nosso corpo.
     Como todo nutriente, devemos sempre consumir uma quantidade adequada ao nosso biotipo, o excesso de vitamina A produz efeitos colaterais tóxicos, resultando em náuseas, vômitos, diarréia, perda de cabelo, problemas de pele e visão, menstruação irregular, dores de cabeça e inchaço do fígado. Por ser sintetizada no fígado, o excesso pode sobrecarregar e restar carotenóides intactos na circulação, que causam mãos e solas dos pés bem amarelados.
     Uma das principais funções da vitamina A está no sistema imunológico, ela ajuda na manutenção do organismo, mais forte e menos suscetíveis a doenças e infecções. Outra função primordial é o aumento da quantidade de colágeno, prevenindo a flacidez, comum nos processos de emagrecimento.
     A poderosa vitamina A ainda é capaz de prevenir cânceres de pele, por ser um nutriente importante no sistema antioxidante e ter sua função intimamente ligada a pele.
     Uma dieta balanceada com quantidades adequadas de alimentos fonte de vitamina A, podem favorecer a ter uma pele mais saudável, fortalecimento da função imunológica e importante ação antioxidante possibilitando ao nosso corpo a ficar mais preparado para o cotidiano diário.

REFERÊNCIA:
NETO, H.T. Você conhece os tipos de Vitamina A?. Disponível em:<http://meunutricionista.com.br/voce-conhece-os-tipos-de-vitamina-a/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=voce-conhece-os-tipos-de-vitamina-a>. Acesso em: 24/02/2015.

sábado, 24 de janeiro de 2015

ALIMENTOS X QUEDA DE CABELO




A queda de cabelo pode estar relacionada a diversas causas e dentre elas está a deficiência de alguns nutrientes e por isso indivíduos que não se alimentam de forma adequada, principalmente com uma dieta pobre em proteína, têm grande probabilidade de ter queda de cabelo.

10 ALIMENTOS AMIGOS DO CABELO:

1. Cenoura: Ela oferece dois nutrientes: o betacaroteno e a vitamina A. O primeiro é um antioxidante que combate a ação dos radicais livres e, assim, evita a queda e a perda de pigmentos que deixariam o cabelo grisalho. Já a vitamina A atua na saúde das células do couro cabeludo, nutrindo-as, e interfere na produção da oleosidade natural do fio.

2. Espinafre: Por conter ferro, mineral que participa na formação dos glóbulos vermelhos, nutre os folículos capilares. Daí a explicação para a carência da substância provocar a perda de brilho, ressecamento, fraqueza e até queda capilar. “O espinafre é rico em clorofila, que, juntamente com o ferro, ajuda a equilibrar a oleosidade do couro cabeludo, fortalecer a raiz e normalizar o ciclo de crescimento dos fios”.

3. Aveia: O grão contém silício, mineral capaz de estruturar a queratina, proteína que forma o cabelo. A aveia traz ainda vitaminas do complexo B e zinco. “Enquanto as primeiras otimizam a multiplicação das células do bulbo capilar, favorecendo o crescimento, o segundo ajuda no controle sobre as mudanças hormonais, que podem levar à queda e aos fios brancos antes do tempo”.

4. Salmão: Além da proteína de altíssima qualidade, consuma também devido a boa quantidade de ácido graxo ômega 3 e selênio. Juntos, eles combatem inflamações, protegem o couro cabeludo contra a radiação ultravioleta e melhoram a circulação e a chegada de nutrientes ao bulbo capilar. Carne vermelha e frango também são boas opções de proteína magra.

5. Soja: Também é uma ótima fonte de proteína, nutriente que compõe 97% do cabelo. Se não há quantidade suficiente de proteína, o organismo não consegue produzir novos fios para substituir aqueles que caíram. Há ainda uma alteração do pigmento e da textura das mechas, que perdem a intensidade da cor e ficam opacas, secas, finas e fracas. “Outra vantagem de consumir o grão é que ele oferece biotina, importante nutriente para o desenvolvimento do folículo piloso, o que, na prática, previne que o cabelo fique quebradiço”.

6. Laranja: O benefício para o cabelo está na parte branca que envolve os gomos, a chamada pectina. Ali ficam as fibras que vão ajudar a varrer para fora do organismo as toxinas, que, em excesso, contribuem para o aumento da oleosidade e o aparecimento da caspa.

7. Morango: A fruta oferece flavonoides e vitamina C, substâncias que ativam a microcirculação sanguínea no couro cabeludo. Resultado: os fios crescem mais rápido, resistentes e menos sujeitos à queda, quebra e ao ressecamento.

8. Iogurte magro: Além de aminoácidos que fortalecem a fibra capilar, o iogurte traz vitaminas do complexo B. Elas favorecem o depósito de queratina no fio, deixando-o mais encorpado e resistente.

9. Castanha-do-Pará: A fruta oleaginosa merece espaço na sua dieta por oferecer zinco: a carência dele deixa o cabelo fino, quebradiço e sem brilho. “Ingerir a dose necessária do mineral proporciona melhor crescimento e desenvolvimento capilar, ajuda reduzir a oleosidade excessiva e previne a descamação no couro cabeludo”.

10. Agrião: A hortaliça fornece MSM, que é a forma biodisponível do enxofre. “O mineral é necessário para a manutenção e a produção da queratina. Também possui ação anti-inflamatória, o que ajuda a evitar a caspa”.

INIMIGOS DO CABELO:


Segundo a nutricionista Gillian McKeith, autora do livro A Bíblia da Alimentação – Guia de A a Z para uma Vida Mais Saudável (editora Alegro), entre os maiores vilões do cabelo bonito e saudável estão o açúcar, o carboidrato refinado (massa e pão branco) e o álcool. “Eles elevam os níveis de insulina no sangue, desequilibrando alguns hormônios, o que pode ter um efeito negativo sobre os folículos capilares”, afirma. A autora sugere ainda reduzir o consumo de chá e de café, pois interferem na absorção de minerais, como o ferro, necessários para o crescimento do cabelo.

REFERÊNCIA:

SALEM, S. 10 alimentos amigos do cabelo. Disponível em:< http://boaforma.abril.com.br/beleza/cabelo/10-alimentos-amigos-cabelo-616246.shtml>. Acesso em: 24/01/2015. 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Mais sete categorias de alimentos terão redução de sódio (2014):

            O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, juntamente com representantes da indústria alimentícia, assinou nova fase do acordo que prevê a redução gradual de sódio em 16 categorias de alimentos. Serão detalhadas as metas para os alimentos que estão entre os mais consumidos pelo público infanto-juvenil, incluindo sete categorias: batata frita e batata palha, pão francês, bolos prontos, misturas para bolos, salgadinhos de milho, maionese e biscoitos (doces ou salgados). O documento define o teor máximo de sódio a cada 100 gramas em alimentos industrializados. As metas devem ser cumpridas pelo setor produtivo até o final de 2014 e aprofundadas até 2016.
            A redução do consumo de sódio no Brasil é uma das estratégias do governo federal para o enfrentamento às doenças crônicas, como hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. Segundo o ministro, a segunda etapa do acordo reforça o projeto conjunto entre governo e indústrias para respeitar a recomendação de consumo máximo da Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de menos de 5 gramas de sal diários por pessoa, até 2020.
            A hipertensão arterial atinge 23,3% da população adulta brasileira (maiores de 18 anos), de acordo com o estudo Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel/2010). Já as doenças cardiovasculares foram responsáveis por 319 mil óbitos em todo o país, em 2009.

Preocupação: De acordo com dados do IBGE, o consumo individual de sal, apenas nos domicílios brasileiros, foi de 9,6 gramas diários, enquanto o consumo total foi estimado em aproximadamente 12g diários, o que representa mais do que o dobro do recomendado pela OMS. Esta pesquisa revelou, ainda, que mais de 70% dos brasileiros consomem mais do que 5g de sal ao dia (o equivalente a quatro colheres rasas de café), chegando este percentual a mais de 90%, no caso de adolescentes de 14 a 18 anos e adultos da zona urbana.
Monitoramento – Este segundo termo de compromisso também prevê o acompanhamento da utilização de sal e outros ingredientes com sódio pelas indústrias, de forma a assegurar o monitoramento da redução do sódio em alimentos processados. Assim, o acordo determina o acompanhamento das informações da rotulagem nutricional dos produtos e as análises laboratoriais de produtos coletados no mercado e da utilização dos ingredientes à base de sódio pelas indústrias. Além do Ministério da Saúde e das associações da indústria alimentícia, o acordo foi assinado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).



 Veja o que estabelece o acordo para as sete categorias de alimentos:


terça-feira, 25 de novembro de 2014

SOMP X ALIMENTAÇÃO

Síndrome dos Ovários Micropolicísticos


O que é?

-O quadro clínico é variável, mas, em geral caracteriza-se por produção excessiva de pelos e/ou acne, com ausência de ovulação associada a distúrbio menstrual e infertilidade.

- É um importante fator de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus do tipo 2 (devido a resistência a ação da insulina que este grupo apresenta), doenças cardiovasculares (DCV), obesidade, infertilidade e câncer do endométrio. Além disso, pelo menos 50% das mulheres com SOMP são obesas. Desta forma, seu tratamento e prevenção são essenciais para garantir saúde e qualidade de vida.

- È uma das desordens endócrinas mais frequentes em mulheres na idade reprodutiva, com prevalência de 6 a 10%.

NÃO TEM CURA, PORÉM TEM TRATAMENTO!

Como tratar?

Dieta adequada, prática de exercícios físicos frequentes e medicação correta (geralmente anticoncepcionais orais).

Orientações Nutricionais:

-Fracione a dieta em 6 refeições por dia (comendo de 3 em 3 horas);

- Beba bastante água, em média, 2 litros por dia;

- Consuma, no mínimo, 3 frutas/dia;

- Consuma cereais integrais;

- Inclua aveia e semente de linhaça constantemente na sua alimentação;

- Evite refeições exageradas em grande quantidade de alimentos;

- Controle a ingestão de doces e alimentos refinados com farinha branca;

-Faça refeições balanceadas;

-Tenha uma alimentação rica em fibras;

 - Evite o excesso de gorduras saturadas e trans (não exagerar no consumo de carnes vermelhas, leite e derivados, e evitar ao máximo os produtos industrializados que costumam ter grande quantidade de gordura saturada e/ou trans);

- O tipo da gordura influencia muito, portanto prefira sempre as oleaginosas (castanhas, avelãs, nozes, etc.), óleo de coco, em preparações cozidas, utilizar óleo de canola pra cozinhar e adicionar azeite de oliva extra-virgem ao final da preparação e na salada.

         Existem alguns nutrientes essenciais para o controle da SOMP:


- Zinco: Cereais integrais, grãos em geral, semente de abóbora e carnes;


- Cromo: Alimentos integrais, cogumelo, sementes oleaginosas, germem de trigo e brócolis;


- Magnésio: Tofu, grãos, folhas, cereais integrais, sementes oleaginosas, abacate e banana;


- Vitamina E: Óleos vegetais e castanhas;


- Inositol: Grãos em geral, uva passa, melão e laranja;


- Omega 3: Peixes de água fria (salmão, sardinha, atum) e farinha de linhaça;


- Vanádio: Cogumelos, salsinha, azeitona, rabanete e peixes;


- Vitamina B5: Ovos, abacate, lentilha, couve flor e brócolis.



PARA O TRATAMENTO DA SOMP BASTA ORGANIZAR SUAS ESCOLHAS, ATENTAR PARA O CUIDADO DE CONSUMO DE NUTRIENTES IMPORTANTES, PRATICAR EXERCÍCIOS FÍSICOS, TOMAR A MEDICAÇÃO CORRETAMENTE QUE SEU CORPO FICARÁ BEM REGULADO!


Elaborado por: 
Isabella Alves Lemes 
Nutricionista /Especialista em Terapia Nutricional 
CRN3 29484