terça-feira, 21 de abril de 2015

Hérnia de Disco X Alimentação


Como acontece?
A coluna vertebral é composta por vértebras, em cujo interior existe um canal por onde passa a medula espinhal ou nervosa. Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, estão os discos intervertebrais, estruturas em forma de anel, constituídas por tecido cartilaginoso e elástico cuja função é evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer o impacto. Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo e o uso repetitivo, o que facilita a formação de hérnias de disco, ou seja, parte deles sai da posição normal e comprime as raízes nervosas que emergem da coluna. O problema é mais frequente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga.

Principais causas:
            Predisposição genética é a causa de maior importância para a formação de hérnias discais, seguida do envelhecimento, da pouca atividade física e do tabagismo. Carregar ou levantar muito peso também pode comprometer a integridade do sistema muscular que dá sustentação à coluna vertebral e favorecer o aparecimento de hérnias discais.

Principais sintomas:
A hérnia de disco pode ser assintomática ou, então, provocar dor de intensidade leve, moderada ou tão forte que chega a ser incapacitante. Os sintomas são diversos e estão associados à área em que foi comprimida a raiz nervosa. Os mais comuns são:

- Parestesia (formigamento) com ou sem dor;
- Dor na coluna;
- Dor na coluna e na perna (e/ou coxa);
- Dor apenas na perna ou na coxa;
- Dor na coluna e no braço;
- Dor apenas no braço.

Prevalência:
            A hérnia de disco acomete mais as pessoas entre 30 e 50 anos, o que não quer dizer que crianças, jovens e idosos estejam livres dela. Estudos radiológicos mostram que depois dos 50 anos, 30% da população mundial apresentam alguma forma assintomática desse tipo de afecção na coluna.

Diagnóstico:
            O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como RX, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada.

ORIENTAÇÕES GERAIS:

- Praticar Atividade física regularmente com orientação de um profissional especializado (realizando exercícios de alongamento, exercícios para fortalecer a musculatura abdominal e paravertebral);

- Manter a postura corporal correta;

- É indicadas sessões de fisioterapia e acupuntura;

- Uso de analgésicos e anti-inflamatórios conforme orientação médica;

- Compressas com água quente ou gelo geralmente reduzem a dor e a inflamação causada pelo deslocamento de hérnia;

- Alguns médicos recomendam o uso de órteses para as costas para ajudar a apoiar a coluna;

- Repouso pode parecer bom, pois a ausência de movimentos evita a sensação de dor, mas não se engane: repouso pode levar a problemas nas articulações e à fraqueza muscular - que podem ser difíceis de tratar. Descanse bastante, mas procure sempre levantar e dar uma volta, inclusive no trabalho e em casa.

Em geral, em apenas um mês, 90% dos portadores dessas hérnias estão aptos para reassumir suas atividades rotineiras.

É realmente necessária a realização da cirurgia?

Hérnias de disco na coluna cervical podem surgir diretamente nessa região ou serem provocadas por alteração na curvatura e posicionamento da coluna vertebral durante a crise da hérnia lombar. A escolha do tratamento, se cirúrgico ou não cirúrgico, considera a gravidade dos sintomas e o déficit motor. A cirurgia só é indicada quando o paciente não responde ao tratamento conservador e nos casos de compressão do nervo exercida por parte do disco que extravasou, pois corrigido esse defeito mecânico a dor desaparece completamente.

ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS

- Evitar bebidas alcoólicas e cigarro;

- Comer diariamente verduras e legumes tanto no almoço como no jantar;

- Mantenha seu peso sempre próximo ao ideal, evitando sempre seu excesso;

- Evitar: frituras, doces, chocolate, queijos amarelos, embutidos e gordura hidrogenada;

- Ingerir de 3 a 4 porções de frutas por dia com variedade (evitando as cítricas: laranja, maracujá, abacaxi, entre outras);

- Praticar atividades prazerosas, para diminuir o stress.

Elaborado por:
Isabella Alves Lemes
Nutricionista / Pós Graduada em Esp. em Terapia Nutricional
CRN 29484


segunda-feira, 23 de março de 2015

HÉRNIA DE HIATO X ALIMENTAÇÃO



Como acontece?

Hérnia de hiato é o deslocamento do estômago através do orifício pelo qual o esôfago atravessa o diafragma para penetrar na cavidade abdominal. Existe um músculo (músculo do esfíncter esofágico inferior) que se abre para permitir a passagem dos alimentos para o estômago e, então, se fecha para impedir que os ácidos estomacais subam para o esôfago. Qualquer alteração nesse mecanismo pode provocar o refluxo gastroesofágico e, conseqüentemente, azia, o sintoma mais comum da hérnia de hiato.

Incidência

A hérnia de hiato ocorre especialmente em pessoas mais velhas (acima de 50 anos), obesas e em mulheres multíparas.

Quais são os principais sintomas?

Embora muitos casos sejam assintomáticos, os principais sintomas da hérnia de hiato são:

-Azia,

- Eructações (arrotos);

- Fadiga;

- Dor no peito;

 -Refluxo dos ácidos estomacais que podem alcançar a garganta e provocar tosse ou sensação de vômito.

É bom ressaltar que azia crônica pode causar úlceras e esofagite, uma inflamação na parede do esôfago.

Como funciona o tratamento?

A cirurgia, que pode ser feita por laparoscopia, só é indicada para casos mais graves, uma vez que a hérnia de hiato costuma responder bem ao tratamento clínico. O médico pode prescrever antiácidos que ajudam a controlar os sintomas.


O que acontece se eu não tratar?

- Aspiração pulmonar;

- Sangramento lento;

- Anemia devido à deficiência de ferro (causado, geralmente, por uma hérnia grande);

- Estrangulamento (obstrução) da hérnia.

ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS:

- Evitar alimentos gordurosos, muito condimentados e frituras;

- Procurar não beber álcool nem bebidas gaseificadas;

- Não fumar;

- Não beber líquidos durante as refeições;

- Fazer refeições menores, mais leves e mais próximas umas das outras;

- Não ingerir grandes quantidades de alimentos perto da hora de dormir;

- Não se deitar ou se curvar imediatamente após uma refeição;

- Mantenha seu peso sempre próximo ao ideal, evitando sempre seu excesso;

- Evitar: frituras, doces, chocolate, queijos amarelos, embutidos e gordura hidrogenada;

- Ingerir de 3 a 4 porções de frutas por dia com variedade (evitando as cítricas: laranja, maracujá, abacaxi, entre outras);


RECOMENDAÇÕES GERAIS:

- Não usar roupas nem acessórios apertados;

- Usar travesseiros mais altos ou colocar pequenos calços na cabeceira da cama;

- Praticar atividades prazerosas, para diminuir o stress.

- Converse com seu médico sobre exercícios físicos, geralmente musculação pesada não é indicada.

A hérnia de hiato pode provocar dor semelhante à dor da angina e ser confundida com os sintomas dos ataques cardíacos. Procure assistência médica para um diagnóstico preciso. Não vale a pena correr riscos!

Elaborado por: 
Isabella Alves Lemes 
Nutricionista / Especialista em Terapia Nutricional 
CRN 29484

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Tipos de Vitamina A

    

 A vitamina A pode ser encontrada de duas formas: vegetal e animal; sua principal fonte, melhor absorvida pelo corpo é a de origem animal, encontrada principalmente em peixes, fígado, carnes, gema de ovo, leite e derivados integrais.
     Outra fonte alternativa é a vegetal (carotenóides), encontrado em frutas e vegetais de cor amarelo-alaranjada, como nectarina, pêssego, maracujá, manga, laranja, mexerica, pimentão amarelo, cenoura, abóbora, milho, grão de bico, cominho e, em menores quantidades, em vegetais verdes folhosos.
     A principal diferença entre elas é o tamanho da molécula. A molécula dos denominados carotenóides é muito grande, exigindo maior esforço do organismo para quebra e absorção, o que dificulta sua ação no nosso corpo.
     Como todo nutriente, devemos sempre consumir uma quantidade adequada ao nosso biotipo, o excesso de vitamina A produz efeitos colaterais tóxicos, resultando em náuseas, vômitos, diarréia, perda de cabelo, problemas de pele e visão, menstruação irregular, dores de cabeça e inchaço do fígado. Por ser sintetizada no fígado, o excesso pode sobrecarregar e restar carotenóides intactos na circulação, que causam mãos e solas dos pés bem amarelados.
     Uma das principais funções da vitamina A está no sistema imunológico, ela ajuda na manutenção do organismo, mais forte e menos suscetíveis a doenças e infecções. Outra função primordial é o aumento da quantidade de colágeno, prevenindo a flacidez, comum nos processos de emagrecimento.
     A poderosa vitamina A ainda é capaz de prevenir cânceres de pele, por ser um nutriente importante no sistema antioxidante e ter sua função intimamente ligada a pele.
     Uma dieta balanceada com quantidades adequadas de alimentos fonte de vitamina A, podem favorecer a ter uma pele mais saudável, fortalecimento da função imunológica e importante ação antioxidante possibilitando ao nosso corpo a ficar mais preparado para o cotidiano diário.

REFERÊNCIA:
NETO, H.T. Você conhece os tipos de Vitamina A?. Disponível em:<http://meunutricionista.com.br/voce-conhece-os-tipos-de-vitamina-a/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=voce-conhece-os-tipos-de-vitamina-a>. Acesso em: 24/02/2015.

sábado, 24 de janeiro de 2015

ALIMENTOS X QUEDA DE CABELO




A queda de cabelo pode estar relacionada a diversas causas e dentre elas está a deficiência de alguns nutrientes e por isso indivíduos que não se alimentam de forma adequada, principalmente com uma dieta pobre em proteína, têm grande probabilidade de ter queda de cabelo.

10 ALIMENTOS AMIGOS DO CABELO:

1. Cenoura: Ela oferece dois nutrientes: o betacaroteno e a vitamina A. O primeiro é um antioxidante que combate a ação dos radicais livres e, assim, evita a queda e a perda de pigmentos que deixariam o cabelo grisalho. Já a vitamina A atua na saúde das células do couro cabeludo, nutrindo-as, e interfere na produção da oleosidade natural do fio.

2. Espinafre: Por conter ferro, mineral que participa na formação dos glóbulos vermelhos, nutre os folículos capilares. Daí a explicação para a carência da substância provocar a perda de brilho, ressecamento, fraqueza e até queda capilar. “O espinafre é rico em clorofila, que, juntamente com o ferro, ajuda a equilibrar a oleosidade do couro cabeludo, fortalecer a raiz e normalizar o ciclo de crescimento dos fios”.

3. Aveia: O grão contém silício, mineral capaz de estruturar a queratina, proteína que forma o cabelo. A aveia traz ainda vitaminas do complexo B e zinco. “Enquanto as primeiras otimizam a multiplicação das células do bulbo capilar, favorecendo o crescimento, o segundo ajuda no controle sobre as mudanças hormonais, que podem levar à queda e aos fios brancos antes do tempo”.

4. Salmão: Além da proteína de altíssima qualidade, consuma também devido a boa quantidade de ácido graxo ômega 3 e selênio. Juntos, eles combatem inflamações, protegem o couro cabeludo contra a radiação ultravioleta e melhoram a circulação e a chegada de nutrientes ao bulbo capilar. Carne vermelha e frango também são boas opções de proteína magra.

5. Soja: Também é uma ótima fonte de proteína, nutriente que compõe 97% do cabelo. Se não há quantidade suficiente de proteína, o organismo não consegue produzir novos fios para substituir aqueles que caíram. Há ainda uma alteração do pigmento e da textura das mechas, que perdem a intensidade da cor e ficam opacas, secas, finas e fracas. “Outra vantagem de consumir o grão é que ele oferece biotina, importante nutriente para o desenvolvimento do folículo piloso, o que, na prática, previne que o cabelo fique quebradiço”.

6. Laranja: O benefício para o cabelo está na parte branca que envolve os gomos, a chamada pectina. Ali ficam as fibras que vão ajudar a varrer para fora do organismo as toxinas, que, em excesso, contribuem para o aumento da oleosidade e o aparecimento da caspa.

7. Morango: A fruta oferece flavonoides e vitamina C, substâncias que ativam a microcirculação sanguínea no couro cabeludo. Resultado: os fios crescem mais rápido, resistentes e menos sujeitos à queda, quebra e ao ressecamento.

8. Iogurte magro: Além de aminoácidos que fortalecem a fibra capilar, o iogurte traz vitaminas do complexo B. Elas favorecem o depósito de queratina no fio, deixando-o mais encorpado e resistente.

9. Castanha-do-Pará: A fruta oleaginosa merece espaço na sua dieta por oferecer zinco: a carência dele deixa o cabelo fino, quebradiço e sem brilho. “Ingerir a dose necessária do mineral proporciona melhor crescimento e desenvolvimento capilar, ajuda reduzir a oleosidade excessiva e previne a descamação no couro cabeludo”.

10. Agrião: A hortaliça fornece MSM, que é a forma biodisponível do enxofre. “O mineral é necessário para a manutenção e a produção da queratina. Também possui ação anti-inflamatória, o que ajuda a evitar a caspa”.

INIMIGOS DO CABELO:


Segundo a nutricionista Gillian McKeith, autora do livro A Bíblia da Alimentação – Guia de A a Z para uma Vida Mais Saudável (editora Alegro), entre os maiores vilões do cabelo bonito e saudável estão o açúcar, o carboidrato refinado (massa e pão branco) e o álcool. “Eles elevam os níveis de insulina no sangue, desequilibrando alguns hormônios, o que pode ter um efeito negativo sobre os folículos capilares”, afirma. A autora sugere ainda reduzir o consumo de chá e de café, pois interferem na absorção de minerais, como o ferro, necessários para o crescimento do cabelo.

REFERÊNCIA:

SALEM, S. 10 alimentos amigos do cabelo. Disponível em:< http://boaforma.abril.com.br/beleza/cabelo/10-alimentos-amigos-cabelo-616246.shtml>. Acesso em: 24/01/2015. 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Mais sete categorias de alimentos terão redução de sódio (2014):

            O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, juntamente com representantes da indústria alimentícia, assinou nova fase do acordo que prevê a redução gradual de sódio em 16 categorias de alimentos. Serão detalhadas as metas para os alimentos que estão entre os mais consumidos pelo público infanto-juvenil, incluindo sete categorias: batata frita e batata palha, pão francês, bolos prontos, misturas para bolos, salgadinhos de milho, maionese e biscoitos (doces ou salgados). O documento define o teor máximo de sódio a cada 100 gramas em alimentos industrializados. As metas devem ser cumpridas pelo setor produtivo até o final de 2014 e aprofundadas até 2016.
            A redução do consumo de sódio no Brasil é uma das estratégias do governo federal para o enfrentamento às doenças crônicas, como hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. Segundo o ministro, a segunda etapa do acordo reforça o projeto conjunto entre governo e indústrias para respeitar a recomendação de consumo máximo da Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de menos de 5 gramas de sal diários por pessoa, até 2020.
            A hipertensão arterial atinge 23,3% da população adulta brasileira (maiores de 18 anos), de acordo com o estudo Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel/2010). Já as doenças cardiovasculares foram responsáveis por 319 mil óbitos em todo o país, em 2009.

Preocupação: De acordo com dados do IBGE, o consumo individual de sal, apenas nos domicílios brasileiros, foi de 9,6 gramas diários, enquanto o consumo total foi estimado em aproximadamente 12g diários, o que representa mais do que o dobro do recomendado pela OMS. Esta pesquisa revelou, ainda, que mais de 70% dos brasileiros consomem mais do que 5g de sal ao dia (o equivalente a quatro colheres rasas de café), chegando este percentual a mais de 90%, no caso de adolescentes de 14 a 18 anos e adultos da zona urbana.
Monitoramento – Este segundo termo de compromisso também prevê o acompanhamento da utilização de sal e outros ingredientes com sódio pelas indústrias, de forma a assegurar o monitoramento da redução do sódio em alimentos processados. Assim, o acordo determina o acompanhamento das informações da rotulagem nutricional dos produtos e as análises laboratoriais de produtos coletados no mercado e da utilização dos ingredientes à base de sódio pelas indústrias. Além do Ministério da Saúde e das associações da indústria alimentícia, o acordo foi assinado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).



 Veja o que estabelece o acordo para as sete categorias de alimentos:


terça-feira, 25 de novembro de 2014

SOMP X ALIMENTAÇÃO

Síndrome dos Ovários Micropolicísticos


O que é?

-O quadro clínico é variável, mas, em geral caracteriza-se por produção excessiva de pelos e/ou acne, com ausência de ovulação associada a distúrbio menstrual e infertilidade.

- É um importante fator de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus do tipo 2 (devido a resistência a ação da insulina que este grupo apresenta), doenças cardiovasculares (DCV), obesidade, infertilidade e câncer do endométrio. Além disso, pelo menos 50% das mulheres com SOMP são obesas. Desta forma, seu tratamento e prevenção são essenciais para garantir saúde e qualidade de vida.

- È uma das desordens endócrinas mais frequentes em mulheres na idade reprodutiva, com prevalência de 6 a 10%.

NÃO TEM CURA, PORÉM TEM TRATAMENTO!

Como tratar?

Dieta adequada, prática de exercícios físicos frequentes e medicação correta (geralmente anticoncepcionais orais).

Orientações Nutricionais:

-Fracione a dieta em 6 refeições por dia (comendo de 3 em 3 horas);

- Beba bastante água, em média, 2 litros por dia;

- Consuma, no mínimo, 3 frutas/dia;

- Consuma cereais integrais;

- Inclua aveia e semente de linhaça constantemente na sua alimentação;

- Evite refeições exageradas em grande quantidade de alimentos;

- Controle a ingestão de doces e alimentos refinados com farinha branca;

-Faça refeições balanceadas;

-Tenha uma alimentação rica em fibras;

 - Evite o excesso de gorduras saturadas e trans (não exagerar no consumo de carnes vermelhas, leite e derivados, e evitar ao máximo os produtos industrializados que costumam ter grande quantidade de gordura saturada e/ou trans);

- O tipo da gordura influencia muito, portanto prefira sempre as oleaginosas (castanhas, avelãs, nozes, etc.), óleo de coco, em preparações cozidas, utilizar óleo de canola pra cozinhar e adicionar azeite de oliva extra-virgem ao final da preparação e na salada.

         Existem alguns nutrientes essenciais para o controle da SOMP:


- Zinco: Cereais integrais, grãos em geral, semente de abóbora e carnes;


- Cromo: Alimentos integrais, cogumelo, sementes oleaginosas, germem de trigo e brócolis;


- Magnésio: Tofu, grãos, folhas, cereais integrais, sementes oleaginosas, abacate e banana;


- Vitamina E: Óleos vegetais e castanhas;


- Inositol: Grãos em geral, uva passa, melão e laranja;


- Omega 3: Peixes de água fria (salmão, sardinha, atum) e farinha de linhaça;


- Vanádio: Cogumelos, salsinha, azeitona, rabanete e peixes;


- Vitamina B5: Ovos, abacate, lentilha, couve flor e brócolis.



PARA O TRATAMENTO DA SOMP BASTA ORGANIZAR SUAS ESCOLHAS, ATENTAR PARA O CUIDADO DE CONSUMO DE NUTRIENTES IMPORTANTES, PRATICAR EXERCÍCIOS FÍSICOS, TOMAR A MEDICAÇÃO CORRETAMENTE QUE SEU CORPO FICARÁ BEM REGULADO!


Elaborado por: 
Isabella Alves Lemes 
Nutricionista /Especialista em Terapia Nutricional 
CRN3 29484

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Alimentação X Insuficiência Renal Crônica


O que é a Insuficiência Renal Crônica?

É a perda lenta do funcionamento dos rins. A principal função dos rins é remover os resíduos e o excesso de água do organismo.

Quais são as principais causas?

> Diabetes;
> Hipertensão;
> Problemas das artérias que chegam aos rins ou dentro deles;
> Defeitos congênitos dos rins (como a doença do rim policístico);
> Alguns analgésicos e outros medicamentos;
> Algumas substâncias químicas tóxicas;
> Doenças autoimunes;
> Lesão ou trauma;
> Cálculos renais e infecção;
> Nefropatia de refluxo (na qual os rins são danificados pelo fluxo retrógrado de urina para dentro deles);
> Outras doenças renais.

Sintomas Iniciais:

> Mal estar geral e fadiga;
> Coceira generalizada (prurido) e pele seca;
> Dores de cabeça;
> Perda de apetite (e consequentemente perda de peso sem tentar perder peso);
> Náuseas;

Outros sintomas (quando o funcionamento dos rins piora):

> Pele anormalmente clara ou escura;
> Dor nos ossos;
> Sonolência e confusão;
> Dificuldade de concentração e raciocínio;
> Dormência nas mãos, pés e outras áreas do corpo;
> Cãibras;
> Mau hálito;
> Fácil aparição de hematomas, hemorragia ou sangue nas fezes;
> Sede excessiva;
> Soluços frequentes;
> Baixo nível de interesse sexual e impotência;
> Interrupção do período menstrual (amenorreia);
> Distúrbios do sono (insônia, síndrome das pernas irrequietas e apneia noturna obstrutiva);
> Inchaço de mãos e pernas (edema);
> Vômitos, normalmente pela manhã.

O que acontece se eu não tratar?

As complicações possíveis são: Anemia; Hemorragia gástrica ou intestinal; Dor nos ossos, articulações e músculos; Alterações da glicemia, Danos aos nervos de pernas e braços (neuropatia periférica), Demência, Acúmulo de líquido ao redor dos pulmões (derrames pleurais), Insuficiência cardíaca congestiva, Doença arterial coronariana, Hipertensão, Pericardite, Derrame, Níveis altos de fósforo, Níveis altos de potássio, Hiperparatireoidismo, Maior risco de infecções, Lesões ou insuficiência hepática, Desnutrição, Abortos espontâneos e infertilidade, Convulsões, Debilidade dos ossos e maior risco de fraturas.

Tratamento:

> Controlar a Pressão Arterial;
> Faça exercícios físicos regularmente;
> Tome medicamentos para reduzir o colesterol, se for necessário;
> Mantenha sua glicemia sob controle;
> Conforme orientação médica, talvez seja necessária a suplementação de cálcio e vit. D;
> Quando a perda da função renal se torna mais severa, é necessário a diálise ou um transplante renal.

CUIDADOS COM A ALIMENTAÇÃO:

- Mantenha seu peso próximo ao ideal;

- Não fume e não beba bebidas alcoólicas;

- Inclua frutas, verduras e legumes no seu cardápio;

- Fracione as refeições, realizando no mínimo 5 refeições por dia;

- Não inclua óleo nas saladas;

- Cozinhe com pouco sal;

- Pode ser necessário limitar os líquidos;

- Limite o consumo de bebidas gaseificadas, pois elas são ricas em fosfatos que podem sugar o cálcio dos ossos;

- Evitar o excesso de alimentos ricos em proteína (carnes em geral, feijão, soja, lentilha, grão de bico, laticínios em geral) de acordo com a orientação do nutricionista;

- Não coma ovos no início do tratamento (incluindo preparações que o contenham como: torta, bolo, pão de queijo, entre outras). 

Elaborado por:
Isabella Alves Lemes
Nutricionista / Esp. em Terapia Nutricional
CRN3 29484